quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tirar a fralda. Tirar chupeta. Como? Quando?


Sempre confiei na minha intuição. Vou atrás de informação mas, no final das contas, o que vale é o que sinto no coração. E assim não tem dúvidas.
Com o meu primeiro filho, o Taian, eu não dei chupeta. Até tentei. Coloquei uma vez, duas, três e nada. Então, deixei pra lá. Ele chorou. Ué, mas bebês choram, não? Sim! Alguns mais outros menos. Mas lá na China os recém-nascidos não choram. Parabéns!! Eu não sou chinesa. O meu chorou.

E segui sem a chupeta. Muito sling, muito colo. E vamo que vamo! Mas teve a mamadeira. Quando ele estava com quase um aninho eu não amamentava mais e entrei com ela. Mas não de leite em pó. De água e fruta. Quando o Taian estava com uns dois anos eu já quis tirar a mamadeira. Sempre conversava com ele. Pra tudo que eu ia fazer. "Agora a gente vai tomar banho". "Vamos embora do parquinho". "Hora do jantar"..... E em um dia qualquer, falei pra ele: "Taian, tá na hora da gente jogar a mamadeira fora. Você já sabe tomar a vitamina no copinho. Vamos?" Bom, ele nem duvidou. Ele levantou do sofá pegou a mamadeira e jogou no lixo. E nunca mais perguntou dela.
Pra tirar a fralda também foi bem tranquilo. Sempre dialogando e explicando o que ia ser feito. "Taian, tá na hora da gente tirar a fralda. Você agora faz xixi no peniquinho". Ele já via a gente no banheiro e eu já percebia que ele estava entendendo o que acontecia. Tirei durante o dia e só ficou a da noite. É bem interessante perceber essa fase deles. A descoberta que o xixi sai deles e, com o tempo, a conexão da vontade de fazer xixi, perceber e pedir pra fazer xixi. Dá pra ver todas essas etapas. Não adianta brigar que deixou escapar. Tem um processo que tem que ser aprendido. E acho que temos que ter a sensibilidade de perceber cada etapa. Porque, querendo ou não, algum xixi vai escapar. E aconteceu de forma tranquila, no tempo dele. E na minha observação de saber perceber a hora boa de tirar. Ele já sabia o que era o xixi, onde fazia. Então, era só a minha iniciativa que faltava. Com a fralda da noite foi a mesma coisa. Falei que estava na hora de tirar a fralda de dormir. E expliquei também que ele ia sentir vontade de fazer xixi e que a gente ia acordar e juntos íamos fazer o xixi no banheiro. No comecinho fez xixi na cama muitas vezes. Mas aí a gente mesmo foi percebendo a hora que ele fazia o xixi. Antes ele sempre acordava resmungando, chorando. Então, ou eu ou o pai, levantávamos e levava ele no banheiro. É cansativo ter que acordar no meio da noite e levantar. Mas não tem jeito. Tem que ter persistência, consistência, paciência. E com o tempo vai condicionando o organismo. Hoje em dia, ele acorda uma vez e as vezes vai a noite toda.

Com o Aiko foi tudo diferente. Quando ele fez uns dois ou três meses eu dei chupeta. Eu não estava preparada emocionalmente pra enfrentar esse processo de choro como enfrentei com o Taian. Não foi fácil. Taian pequenino, Aiko bebê. Socorro!! Me dá uma chupeta, aí!!! Vou confessar que foi bom. Me deu um alívio. Entenderam?? A chupeta é pra aliviar a mãe, rs! Esse assunto rende: chupeta, amamentar, choro. Mas, encarei e levei adiante. No começo ele ficava um bom tempo de chupeta. E fui diminuindo e passei a dar chupeta só pra dormir. E lá no fundo ficava a pulguinha atras da orelha: como vai ser quando resolver tirar a chupeta?

Ele está com um ano e onze meses. Quando ele fez um ano eu já troquei a mamadeira pelo copo. Sempre conversando e explicando tudo que está sendo feito, tudo que está acontecendo. Quando eu dei o copinho com a vitamina e não foi a mamadeira, ele chorou. Mas ele chorou porque achou que era outra coisa, rs! Assim que viu, ou melhor, sentiu o gosto e percebeu que era a vitamina parou o choro e foi pro canto dele saborear o café da manhã.

O Aiko me deu trabalho pra trocar fralda. Era uma guerra entre eu e ele. Sempre ficava muito brava (e ele também) fazia força contra, era uma loucura. Eu ficava cansada, estressada, puta!
Como ele já via o Taian fazendo no banheiro eu fui aproveitando a situação. E ele começou a puxar a fralda, a tirá-la. De repente me aparecia  o Aiko peladão ou com a fralda caída nas pernas, rs! Eu não tive a menor dúvida, tirei a fralda. Escapou muito xixi, quer dizer, escapa até hoje. Mas tudo mudou. Não tem mais troca de fraldas estressantes, sabe? E a nossa relação, nossa amizade melhorou muito. No começo dá trabalho depois tudo entra no caminho. Hoje ele pede, escapa, pede, escapa. É assim. As vezes, vai sozinho lá fora e faz na graminha. Fica de cuequinha o dia todo. Ah, o cocô! Ainda faz na cueca. Numa boa. Não brigo. O tempo é dele. Eu passo o dia todo com eles, eu to aqui pra isso!

E esses dias tirei a chupeta.
Com a chupeta eu estava mais grilada. E pensei muito e muito. Tirei da soneca da tarde. Ele chorou, pediu e eu falei que não tinha mais chupeta, "mamãe jogou fora, lembra?". Ele virou pro lado e dormiu. Então, foi a hora de tirar da noite. Será? Pensei comigo: dormimos juntos, pra que está servindo essa chupeta? Ele me tem aqui do lado a noite toda. Ele não precisa de chupeta. Então tirei! Gelei!!! Será que vai dar certo? Que frio na barriga! Agora é a hora da consistência, persistência e paciência. E fui! Ele pediu, virou pro lado, virou pro outro, chorou, pediu. Eu olhei pra ele e lembrei "mamãe jogou fora, lembra?". E foi pro lado, pro outro, bumbum pra cima... De novo eu olhei pra ele e disse: " Mamãe tá aqui. Pode dormir, eu vou ficar do seu lado.". Sempre segurando a mão ou alguma parte do corpinho dele. Então adormeceu. E não pediu no dia seguinte nem na noite seguinte.

O meu recado?
Precisamos estar conectados com nossos filhos! Percebê-los!

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