terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Eu, tu, ele. Nós, vós. Eles!


O Bambu.

O bambu e o seu significado.
Diz o Taoísmo:
".... flexibilidade: capacidade de se adaptar as circunstâncias da vida; não ter posturas rígidas. Rigidez é sinal de morte. Flexibilidade é sinal de vida! E também tem o conceito da não resistência. Wu-wei: deixar-se levar pelo movimento natural.
Outra qualidade do bambu: vazio interior. O vazio é a origem de boas qualidades, é algo que se valoriza e permite a existência das coisas. Se nossa mente estiver entulhada de preocupações, não podemos pensar direito. Não pela ausência, mas sim pelas possibilidades que ele abre, pelos benefícios que ele traz. É uma visão positiva e não negativa.

O vazio é invisível. Apesar de óbvio, esse detalhe é fundamental porque mostra que as coisas mais importantes são invisíveis. Os sábios sabem que existem coisas mais profundas do que as aparências."

E assim, me coloco numa posição de ser como o bambu. Com dois filhos, todos os dias buscando a flexibilidade, a resiliência, a não resistência, o vazio. Principalmente o vazio. Se eu estiver cheia dos meus conceitos e paradigmas sociais a gente briga o dia todo. Quando eu esvazio e deixo que eles me levem, o dia acontece mais leve.
Eles me enlouquecem!!!!
E não tem jeito, eu vivo pra eles, por eles, por nós!

E eu preciso, TODOS OS DIAS, lembrar da história do bambu....

sábado, 10 de janeiro de 2015

Sem fronteiras...


Ontem eu morava em Brasília. Hoje moro em Goiânia.
Amanhã? Amanhã, nem Deus sabe....

Boa noite, Goiânia!!!

Selva de pedra.
Prédios gigantescos numa competição de quem é o maior.
Eu gosto.
Nas férias da minha infância (RJ) tenho marcado no meu coração e nas minhas memórias, prédios!
Trânsito.
Tenho marcado também um trânsito louco, com buzinas e zig zags.
Essas lembranças da infância resgatam sentimentos maravilhosos mesmo estando no meio de uma selva de pedra. Estou em casa.
Calor.
Há! Amo o calor, o verão. O Sol sempre foi meu melhor amigo. Não tenho praia, mas uma piscininha de quebra tá bom demais...

Já morei em alguns outros lugares. Em cada um carrego uma história. Independente do motivo da mudança, eu gosto de mudar. De fazer diferente. De não me sentir presa a nada. Ou melhor, de me sentir livre pra fazer escolhas. Que vai mudar tudo. Escolher sem saber o que vai estar ali na minha frente.
Apesar das dores que uma mudança pode causar, do medo, da insegurança; esse passo no incerto, no duvidoso, o frio na barriga... Isso me move. Isso me faz fazer!

Ô vida cigana!!!
Me leve pra onde for....
Me leve pra fora de mim mesma.
Me leve pra dentro de mim mesma.

Esse borogodó dessa vida é meu e de mais ninguém.
Um mundo sem fronteiras onde buscar estabilidade não pode ser ficar num mesmo lugar pro resto da vida. A vida está aí, o mundo pra ser desbravado. E que meus filhos venham comigo num ensinamento único sobre a vida, sobre as mudanças, sobre eles mesmos. O unschooling da vida! Não pode ser tão ruim assim as mudanças, não é mesmo psicologia?
Ainda não achei o meu canto, a minha terra. Enquanto isso vou procurar até minha amada Mãe Terra bater lá dentro do meu coração e eu escutar "É aqui. Pode enraizar."

Enquanto isso vou procurando. Vou buscando.
Buscadora da vida!