terça-feira, 21 de outubro de 2014

Reflexões de uma mãe (que trabalha fora).



Eu e Isadora, Isadora e eu... e o Kla. É, e o Kla!! O Kla está quando pode estar, esse negocio de ter que trabalhar .... como ele consegue? Não sei.. me pergunto várias vezes como ele consegue sair de casa cedo e estar com ela só por um pequeno intervalo de tempo durante o café da manha. Meu coração dói quando ele sai... será que o dele dói? Será que ele se acostumou? Não sei.. o meu dói quando saio. Sempre dói.... as vezes de alívio, as vezes de saudade, as vezes de culpa.... culpa... acho que não mais.. mas já doeu.. hoje reconheço melhor minha necessidade de ir e a dela de ficar, bem cuidada, em casa. A Poli que cuida dela... cuida bem direitinho, e ela adora a Poli. As vezes me ignora quando a Poli ta junto, as vezes me provoca.... bem vinda a vida, filha! E é também verdade que a Poli brinca e vai aonde ela quiser... a mamãe? Bom, nesse caso, a mamãe nem tanto. Mas tudo bem, sem culpa... Mas confesso que já me peguei várias vezes com ciúme da Poli. Ela que fica ali todo dia, ela que vê tudo, que acompanha tudo.. e eu saio... mas aí eu respiro e tenho que racionalmente, refazer um caminho. O caminho da escolha.... será que tive, de verdade, essa escolha? Ir trabalhar.. quantas vezes ouvi dizer que mulher precisa trabalhar, não pode depender de ninguém. Será que essa seria a minha escolha se eu não tivesse tido as influencias que tive? Enfim, eu respiro e refaço meu caminho. Me pego em mim mesma: não! Eu escolhi, sim. Gosto da minha escolha, trabalho quando quero, como quero e, principalmente, com o que quero. Sou privilegiada nesse ponto. Agradeço aos meus pais. (Meus pais... me disseram que depois que a gente tem filho entende mais os pais, e é verdade....)  Eu só tenho uma filha e sofro com isso, como eles faziam com 4? Acho que nesse ponto, 4 deve ser mais fácil. Mas só nesse ponto. De novo vou tentando refazer meu caminho. Passo muito tempo com minha filha, vejo cada coisa nova que ela faz, acompanho cada passo, cada palavra nova, cada habilidade adquirida (já escorrega sozinha no escorregador), sabe algumas cores e conta 1, 2 e já! As vezes se embola e chama de azul o amarelo, e começa a contar do 2: 2,3, 10! Tudo bem, ela só tem 1 ano e 5 meses... mas vi quando falou “balanço” pela primeira vez! Emocionante, primeira palavra de 3 silabas. Lindo!!! Vi quando engatinhou a primeira vez. Ela mesma nem notou.. demorou alguns dias pra ela entender.. Essa foi interessante... eu nunca ia imaginar que ela não notaria!!!! Vi quando deu os primeiros passos... Ufa, que medo eu tinha de não ver nada disso. E assim o caminho vai se refazendo. Que alivio... se a gente não se olha, o mundo nos engole. Nos engana, nos diz que não somos boas o suficiente. Boas pra quem mesmo?  fico me perguntando... Quem somos nós nesse mundo maluco? Como será ser pai? As vezes queria ser pai.... mas só as vezes, vontade que passa rápido, sabe? Será que o coração deles não dói? Será mesmo??? Não sei... tenho duvidas.. talvez eles não se exijam tanto nessa profissão de ser mãe.. Claro que não se exigem, eles não são mães... são pais... ta vendo? É nessa hora que eu queria ser pai. E é aí que eu percebo que o caminho precisa ser refeito de novo. Assim é minha vida, sendo refeita a todo momento, me transformando, metamorfoseando, como a lagarta que vira borboleta, as vezes dói, mas quem disse que não ia doer? E assim sigo, por vários ciclos que ascendem numa espiral da vida e crescimento junto com minha pequena grande mestre!

Monica XB 

sábado, 11 de outubro de 2014

Dentro de mim mesma




E então, mais uma vez, uma onda toma conta de mim. Por algum momento, talvez por causa da fase da lua, talvez por causa de um alinhamento planetario, talvez por causa do solstício, talvez hormonal, talvez nada. Talvez tudo....
É assim que acontece. De repente, me vejo entrando fundo dentro de mim. E vou me enroscando, enroscando, entrando cada vez mais em mim mesma, que já não sou mais um corpo.
Sou um espiral, girando, girando; entrando. Um lugar que não sei onde é. Não tem forma. Não tem cheiro. Só sei que é muito fundo e escuro. Então percebo que é a minha escuridão. Minha sombra. Começa a doer o peito. Apertar, sufocar, incomodar. E assim, uma cachoeira de sentimentos e percepções. A vontade é de sair, é de me mexer, pular, gritar, virar pro lado, pro outro. Fugir. Fugir pra onde? De que? De quem? Não adianta. Tá ali. A sombra. Grande e temida.
Há! É aí que voce está!! E é nesse nada que nos encontramos. Que voce, sombra, me cutuca. Quanto mais eu quero fugir, maior vai ficando. Fisicamente minha garganta trava. E alguma coisa fica ali me sufocando. Então chega uma certa ansiedade. Uma compulsão em querer fazer alguma coisa. Ou querer mudar alguma coisa.
Por um instante me vejo no meu filho. "Eu quero, eu quero... Mas eu quero!!"
Encontrei a minha criança! Perdida, solta, ansiosa e com muito medo dessa sombra. Que sombra? Não tem ninguém ali, nem nada. Escuro. Monstruoso. Dolorido. Sufocante. Agoniante.
Mas ao mesmo tempo forte. Sim, forte. Encontrei também, ali na sombra, a minha força!
É lá que elas estão. Juntas. Siamesas.
Entendi.
E assim, mais uma vez, renasci.
Renascer das sombras, das cinzas. Fênix!

Preciso me desfazer de tudo o que sei, o que sou. Dessa rigidez que por mais que seja flexivel aqui e ali, uma hora se torna certeza, se torna lei. Esse é o meu veneno. Por isso preciso me desfazer de mim mesma várias vezes. Sempre. Lá na escuridão, no meu encontro com ela, comigo, com tudo e nada. Me faz pensar.
Aaaaaaahhhhh!!! (Grito sufocado!)
Não quero ser nada. Não quero ter certeza de nada. E por mais que eu nao queira, volta e meia eu estou lá de novo. Cheia de regras, certezas, rigidez.
Preciso esvaziar. Preciso me despir. Soltar. Libertar. Desapegar.
Desapegar dessas trapaças da mente. Do mundo externo. Mas que mundo externo? Se o mundo externo é meu mundo interno....
Tá.
Muita reflexão.
Muitas questões.
Muitos processos.

E então, seguro na mão da minha sombra, da minha força, da minha criança, da minha jovem, da minha velha.
E vamos juntas!
Da melhor forma.
O melhor que posso, que consigo.
Um dia, qualquer hora, voltarei lá e nos encontraremos de novo.
Pra morrer e renascer.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Mamãe questionadora...


Putz! Ta foda. Estou tão questionadora quanto meu campeão de perguntas Taian.
Porque? Ãh? Quem? Como? Porque?
Essa sou eu esses dias.
Mamãe questionadora! Obrigado Taian, se não fosse você e o Aiko, talvez estivesse na mesmice de sempre da vida..
Tô cansada dessa rotina. Horários. Hora do almoço. Hora do jantar. Hora do banho. Hora, hora, hora... Que merda é essa?? Nem preciso de horário, não trabalho fora. Meus filhos ainda não vão pra escola.
Ops! Peraí, ainda nada. Eles não vão pra escola!! Sim, isso mesmo. Essa escola tradicional, não. O que eles ensinam? História, Religião, Geografia.... Pra que? Pra quem? Se na verdade nada do que ensinam é a verdade. É. Acredito nisso, sim!
Quanto mais tenho estudado sobre a humanidade mais tenho certeza que a vida que se leva hoje está distorcida. A história é manipulada, a geografia é manipulada, a religião então, nem se fala!
Então, EU, resolvi mudar. Fazer diferente.

(Afinal, não são todos que compartilham da mesma opinião. Só estou contando um pouquinho da minha verdade.)

Enquanto eu tô aqui contando moedinhas pra comprar um pão, colocar uma gasolina; lá, lá nos seus palácios de ouro, os papas, estão tomando vinho em copo de cristal e comendo filé mignon!!! E ficam pregando o desapego, a pobreza... Que porra é essa?
"Jesus disse.." "Isso é pecado"...Ãh?
Vocês já vasculharam, lá atrás, sobre como tudo começou? Eu tenho feito isso faz um tempo. E, nossa, quanta coisa é mentira.

Enquanto eu tô aqui preocupada se vou votar ou não. Políticos (a corja) estão em suas piscinas tomando champanhe, gastando dinheiro público e dando gargalhadas!

Enquanto eu tô aqui respeitando leis, pagando impostos de merda, pagando contas de merda, já foi inventado o uso de energia elétrica através do eletromagnetismo do planeta (o cara que descobriu morreu); já inventaram um carro que não utiliza nem energia elétrica, nem gasolina ( o cara também se foi.. rs!). Engraçado né?

Enquanto eu chorei a morte do meu pai por causa de um câncer, esses filhos da puta, estavam rindo em suas salas de reunião, de como a indústria do remédio dá dinheiro.

Enquanto chorei a morte do meu cachorro por Leishmaniose, esses merdas, babacas, estavam rindo de novo por terem a cura em suas mãos, mas vender remédio, diária hospitalar, dá muito mais dinheiro.

Sabe os Illuminati?? São essas pessoas que inventaram isso tudo. Queria muito encontrar com um deles, face to face. Quem tu pensa que é? Você acha que eu vou seguir esses conceitos de merda que vocês inventaram?? Sefudê!!!! Todos vocês!!!

Aaaahhhh!!! Estou dando gritos e gritos de liberdade!!!
O mundo é meu, é seu, é nosso!!!
Quero abraçar, sim, o mundo. E vou! Estou indo!
Chega de prisão. Chega de ver pessoas felizes só nos finais de semana, nas férias, nos feriados..
Quero todo dia. Pra sempre.

Que o Universo me rasgue por inteira e me mostre a verdade.
E que meu caminho, sem regras e rotinas (rsrs!), seja repleto de AMOR!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O som do coração


E então, um dia desses, escutando música instrumental aqui, outra ali. Ouvi um som. Um som que me fez emocionar, disparar meu coração. Um som que me levou adiante. Não me vi parada ou no passado. Me vi pra frente, em frente, de peito aberto. Sempre busquei um instrumento pra tocar, mas até agora nenhum me fez sentir o som. Guitarra, piano, violão, flauta (eu gosto da flauta). Não. Não me via em nenhum desses. Quando me imaginava tocando qualquer instrumento me via fazendo muita força, pensando, dura, difícil.

Tenho um CD que escuto muito. Evocando espíritos. É xamânico. Calma. Nada de macumba, haha! Quer dizer, as vezes, sim (rsrs!).
Enfim, foi nesse CD que encontrei o som. Fui procurar na internet. Achei que era violino. Não!!! Muito agudo. Perguntei pro marido e ele me deu a dica: violoncelo!!
Pois é, um instrumento que sempre rejeitei. Isso. Sempre menosprezei o violoncelo. Achava muito diferente pro meu gosto. Nem olhava pra ele. Nem queria pensar em me deixar gostar. Engraçado. Eu sempre me achei diferente. Não melhor ou pior. Diferente. Mas desde que fiz dessa diferença, minha essência, meus caminhos se abriram. E aí teve espaço pro mais diferente dos instrumentos entrar na minha vida.

Quando fecho os olhos e me vejo tocando o violoncelo sinto uma facilidade, uma harmonia entre nós, uma leveza (será que dá pra sentir leveza tocando um violoncelo?), uma paz, uma troca. Isso. Troca. Eu e ele. Os dois juntos fazendo música.

E então descobri.
Descobri o som do meu coração.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Vem, vamos......


Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição.

sábado, 26 de julho de 2014

O canto sagrado. O canto da força. A troca entre Mãe Terra e nós.


E depois de 3 anos e 9 meses voltamos ao cantinho sagrado, onde está a força do pequeno grande Taian.
Jardim de Maitreya.
O coração apertou, a garganta arranhou, o peito sufocou.. Não, não estava lá. A árvore de amora não estava lá.
Então, fui lá dentro. Lá. Fui mexer, fui processar e fui entender o que eu estava sentindo.
Não foi tristeza. Algum tipo de sentimento onde lágrimas quiseram escorrer, mas ficaram engasgadas na garganta. Ops!
Preciso soltá-las, deixá-las ir....
E estou aqui conversando com a Mãe Terra. Preciso deixar ir. E entender que o principal foi feito.
A placenta foi enterrada. De volta à terra. Não é minha, não é do pai, não é do filho.
É da Terra.
Que seja feita a vossa vontade!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Parabéns!!!!! Dois anos de muita ralação!!!


O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer

E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
É teu e de mais ninguém

Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Desabafo de uma soneca


Porque tem dias que é tãaaao difícil colocar esses "anjinhos" pra dormir?
Será porque eu estou em um dia energeticamente ruim?
Ou será que eles estão nesse dia não tão tranquilo?
Ou os dois?
Algum sentimento que eu não estou conseguindo processar e então eles me sentem e cria-se o caos?

Ou não é porra nenhuma, criança é assim mesmo, ficam todas loucas em certos momentos do dia e deixam seus pais loucos também e, pronto, criou-se o caos!!! Fica uma zona no sofá.
Aí eu faço mais barulho que eles. Saio batendo na mesa, chutando brinquedo, dando esporro em todo mundo, sobre até pro cachorro.

Foda-se! O que quer que seja, acaba com a minha paciência.

Foi mal, ativistas da educação positiva porque, EU, mesmo criando com muito apego, muita atenção, muita brincadeira, muita cama compartilhada, muita sujeira bem sujada, muita disciplina positiva, muita autonomia....
Às vezes, não dá.....
Acendo vela, rezo, "Oxum, dá um jeito nesses meninos, peloamordedeus!!!! (Rsrsrs!!!)
Às vezes, não dá.....

Aí, todo mundo dorme. O silêncio reina. A paz volta. O coração acalma.

Mas a pergunta continua no ar:
"Porque tem dias que é tão difícil?"

sábado, 21 de junho de 2014

Minha "dupla de dois"


Essa dupla é pra vida inteira.
Essa dupla é para sempre.
Essa dupla é a minha maior realização.
Essa dupla é a que mais mexe aqui dentro de mim.
Essa dupla é a minha luz e a minha escuridão.
Essa dupla destrói todos os meu paradigmas.
Meus padrões, minhas crenças, minhas certezas.
Todos os dias eles destroem a minha rigidez.
Hoje eu sou uma.
Amanha vou acordar de outro jeito, diferente de ontem.
E ao dormir já serei outra em relação ao dia todo.
Essa dupla espreme o meu coração todos os dias.
E extraem de mim o pior.
E dói. Dói me enxergar. Dói olhar meus defeitos.
Encarar os meus monstros.
Dói assumir que eu falho todos os dias.
O tempo todo.

Eles me resgatam e me trazem para a NOSSA realidade.
Todos os dias.
Quantos "mamãe!!" eles falam pelo dia?
Depende.
Depende se eu estou aqui no AGORA.
Ou lá no passado..
Ou lá no futuro..

Mas....
Vale a pena.

Eles também extraem de mim o meu melhor.
Minha doçura.
Minha criatividade.
Minha criança.
Minha suavidade.
Meu amor.
Meu cuidado.
Meu carinho.
Meu espírito.
Meu agora.

Me sinto cada dia mais livre.
Livre de mim mesma.
Livre de uma Duda que eu construí ao longo desses 35 anos.

Aprendemos juntos.
Melhor ainda: eu aprendo com eles.
Aprendo a voltar a viver um mundo de verdade.
Um  mundo que eu larguei anos atras.
O  mundo do coração.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Baby Blues








Quando engravidei li centenas de blogs de mães, bebês, parto, pós parto, funcionamento psicológico, biológico, social das mães, dos bebes, dos pais, enfim, li tudo que podia e nao podia. E, entre tantas coisas, li também sobre  baby blues e depressão pos parto. Mas todos os relatos muitos sutis, distantes mesmo da minha doce realidade de grávida.

Ate que lá estava eu, cheia de hormônio, costurada, com dor, tendo que cuidar de um bebê que chorava, sem dormir minhas sagradas 8 horas por noite, com o peito rachado, sangrando. Então, percebi que tinha alguma coisa estranha acontecendo, e, assim, pude entender e experienciar o que era o baby blue.

Por ja ter conversado com outras amigas, eu sabia que chorar muito era normal, mas aquela sensação de que eu nao ai dar conta de cuidar daquele serzinho e o medo de que, a qualquer passo em falso, ela podia morrer e eu perder a coisa que mais amava na vida, era enlouquecedor. Logo, eu nao poderia ficar sozinha com ela, “nao me deixem sozinha com ela” era o meu pensamento. Quando a filhota completou 1 mês, meu alívio em ver que ela sobreviveu foi enorme! Eu e ela tínhamos sobrevivido!!!! E isso era incrível, pura sorte, pensava eu!

Hoje, consigo perceber alguns fatores que contribuíram para que essa sensação tenha vindo com tanta força. Mudança hormonal, falta de apoio no puerpério, e de conhecimento sobre amamentação, tudo estava junto e muito misturado. Eu não conseguia olha r, refletir e muito menos analisar o que estava acontecendo. Eu era um ser que zanzava pela casa, sem saber se era noite ou dia, incomodada, confusa e descabelada!

Estive muito bem acompanhada no puerpério, tive um suporte enorme de pessoas importantes na minha vida, mas hoje, depois de muito ler, entendi que o puerpério é uma fase solitária, mesmo que seja compartilhada com alguém. Só a sua vida muda, você se torna responsável por uma vida, por aquele serzinho chorão! Só você nota que aquela você, velha conhecida, morre. O puerpério é também um luto, que se passa só.

Mas nada do que senti acredito que tenha sido criado nessa fase, ao contrário, penso que tudo já existia dentro de mim. Foi como se todas as minhas sombras tivessem sido iluminadas e eu pude ver e sentir todas elas, as que eu escondia, as que eu nem sabia que existiam, mas que estavam dentro de mim. E eu tive que olhar pra elas, não tem jeito. A maternidade foi um mergulho profundo dentro de mim mesma. O luto foi porque eu só via quem tinha morrido, eu ainda não via quem estava chegando.

Foi tudo tão forte e intenso e louco que até hoje vou processando as informações. Converso, leio, troco, aprendo e assim vou caminhando, sem pressa, descobrindo quem foi que nasceu junto com Isadora. A cada dia uma descoberta, minha e dela, no nosso ritmo, no nosso passo.




Mônica.

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Uma brasa de consciência está presente em toda célula viva.."


"...A inteligência universal dá origem à vida simplesmente para que ela possa evoluir sob formas complexas de manifestação.. a vida é uma encenação cósmica.. Seu papel mais importante a partir do momento da concepção é nutrir seu filho de maneira que ele possa redescobrir sua natureza espiritual essencial.."

"..os seres humanos são, em essência, seres espirituais.. A experiência e o aprendizado se iniciam muito antes de respirarmos pela primeira vez... Nossa natureza essencial permanece sendo a de consciência ilimitada de pura potencialidade de Espírito. Quando você convida uma alma para entrar em sua vida ao conceber um bebê, você está assumindo uma responsabilidade sagrada de amar e nutrir um impulso divino se manifestando sob forma de humanidade.."

(Deepak Chopra - Origens Mágicas, Vidas Encantadas)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tirar a fralda. Tirar chupeta. Como? Quando?


Sempre confiei na minha intuição. Vou atrás de informação mas, no final das contas, o que vale é o que sinto no coração. E assim não tem dúvidas.
Com o meu primeiro filho, o Taian, eu não dei chupeta. Até tentei. Coloquei uma vez, duas, três e nada. Então, deixei pra lá. Ele chorou. Ué, mas bebês choram, não? Sim! Alguns mais outros menos. Mas lá na China os recém-nascidos não choram. Parabéns!! Eu não sou chinesa. O meu chorou.

E segui sem a chupeta. Muito sling, muito colo. E vamo que vamo! Mas teve a mamadeira. Quando ele estava com quase um aninho eu não amamentava mais e entrei com ela. Mas não de leite em pó. De água e fruta. Quando o Taian estava com uns dois anos eu já quis tirar a mamadeira. Sempre conversava com ele. Pra tudo que eu ia fazer. "Agora a gente vai tomar banho". "Vamos embora do parquinho". "Hora do jantar"..... E em um dia qualquer, falei pra ele: "Taian, tá na hora da gente jogar a mamadeira fora. Você já sabe tomar a vitamina no copinho. Vamos?" Bom, ele nem duvidou. Ele levantou do sofá pegou a mamadeira e jogou no lixo. E nunca mais perguntou dela.
Pra tirar a fralda também foi bem tranquilo. Sempre dialogando e explicando o que ia ser feito. "Taian, tá na hora da gente tirar a fralda. Você agora faz xixi no peniquinho". Ele já via a gente no banheiro e eu já percebia que ele estava entendendo o que acontecia. Tirei durante o dia e só ficou a da noite. É bem interessante perceber essa fase deles. A descoberta que o xixi sai deles e, com o tempo, a conexão da vontade de fazer xixi, perceber e pedir pra fazer xixi. Dá pra ver todas essas etapas. Não adianta brigar que deixou escapar. Tem um processo que tem que ser aprendido. E acho que temos que ter a sensibilidade de perceber cada etapa. Porque, querendo ou não, algum xixi vai escapar. E aconteceu de forma tranquila, no tempo dele. E na minha observação de saber perceber a hora boa de tirar. Ele já sabia o que era o xixi, onde fazia. Então, era só a minha iniciativa que faltava. Com a fralda da noite foi a mesma coisa. Falei que estava na hora de tirar a fralda de dormir. E expliquei também que ele ia sentir vontade de fazer xixi e que a gente ia acordar e juntos íamos fazer o xixi no banheiro. No comecinho fez xixi na cama muitas vezes. Mas aí a gente mesmo foi percebendo a hora que ele fazia o xixi. Antes ele sempre acordava resmungando, chorando. Então, ou eu ou o pai, levantávamos e levava ele no banheiro. É cansativo ter que acordar no meio da noite e levantar. Mas não tem jeito. Tem que ter persistência, consistência, paciência. E com o tempo vai condicionando o organismo. Hoje em dia, ele acorda uma vez e as vezes vai a noite toda.

Com o Aiko foi tudo diferente. Quando ele fez uns dois ou três meses eu dei chupeta. Eu não estava preparada emocionalmente pra enfrentar esse processo de choro como enfrentei com o Taian. Não foi fácil. Taian pequenino, Aiko bebê. Socorro!! Me dá uma chupeta, aí!!! Vou confessar que foi bom. Me deu um alívio. Entenderam?? A chupeta é pra aliviar a mãe, rs! Esse assunto rende: chupeta, amamentar, choro. Mas, encarei e levei adiante. No começo ele ficava um bom tempo de chupeta. E fui diminuindo e passei a dar chupeta só pra dormir. E lá no fundo ficava a pulguinha atras da orelha: como vai ser quando resolver tirar a chupeta?

Ele está com um ano e onze meses. Quando ele fez um ano eu já troquei a mamadeira pelo copo. Sempre conversando e explicando tudo que está sendo feito, tudo que está acontecendo. Quando eu dei o copinho com a vitamina e não foi a mamadeira, ele chorou. Mas ele chorou porque achou que era outra coisa, rs! Assim que viu, ou melhor, sentiu o gosto e percebeu que era a vitamina parou o choro e foi pro canto dele saborear o café da manhã.

O Aiko me deu trabalho pra trocar fralda. Era uma guerra entre eu e ele. Sempre ficava muito brava (e ele também) fazia força contra, era uma loucura. Eu ficava cansada, estressada, puta!
Como ele já via o Taian fazendo no banheiro eu fui aproveitando a situação. E ele começou a puxar a fralda, a tirá-la. De repente me aparecia  o Aiko peladão ou com a fralda caída nas pernas, rs! Eu não tive a menor dúvida, tirei a fralda. Escapou muito xixi, quer dizer, escapa até hoje. Mas tudo mudou. Não tem mais troca de fraldas estressantes, sabe? E a nossa relação, nossa amizade melhorou muito. No começo dá trabalho depois tudo entra no caminho. Hoje ele pede, escapa, pede, escapa. É assim. As vezes, vai sozinho lá fora e faz na graminha. Fica de cuequinha o dia todo. Ah, o cocô! Ainda faz na cueca. Numa boa. Não brigo. O tempo é dele. Eu passo o dia todo com eles, eu to aqui pra isso!

E esses dias tirei a chupeta.
Com a chupeta eu estava mais grilada. E pensei muito e muito. Tirei da soneca da tarde. Ele chorou, pediu e eu falei que não tinha mais chupeta, "mamãe jogou fora, lembra?". Ele virou pro lado e dormiu. Então, foi a hora de tirar da noite. Será? Pensei comigo: dormimos juntos, pra que está servindo essa chupeta? Ele me tem aqui do lado a noite toda. Ele não precisa de chupeta. Então tirei! Gelei!!! Será que vai dar certo? Que frio na barriga! Agora é a hora da consistência, persistência e paciência. E fui! Ele pediu, virou pro lado, virou pro outro, chorou, pediu. Eu olhei pra ele e lembrei "mamãe jogou fora, lembra?". E foi pro lado, pro outro, bumbum pra cima... De novo eu olhei pra ele e disse: " Mamãe tá aqui. Pode dormir, eu vou ficar do seu lado.". Sempre segurando a mão ou alguma parte do corpinho dele. Então adormeceu. E não pediu no dia seguinte nem na noite seguinte.

O meu recado?
Precisamos estar conectados com nossos filhos! Percebê-los!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Renascimento


É. Sabe, quando a gente fica doente nada melhor que ficar quietinha, né§ Não! Quando eu ainda morava com meus pais, ah, era bom. Era bom ficar doente. Podia ficar no quarto fechado, sem querer falar com alguém, dormir o dia inteiro. Aí sim, eu falo em renovação, renascimento. Porque vou contar uma coisa: foi foda! E confesso que eu senti falta desses dias. De poder descansar. Fiquei perdida, totalmente desconectada.
Sempre amei ficar na minha, refletir, adorava minha companhia. É muito difícil ficar sem esse momento. É um tempo de se recompor, de se reinventar. E eu não tenho mais isso. Então, fico buscando momentos durante o dia e um pouco antes de dormir, pra ver se eu consigo me conectar.
Agora que estou melhor consegui captar algo no meu coração. Vontade de ficar boa, de brincar, de dar risada. De ver meus filhos felizes e brincando. Vê-los correndo pra mim de bracinhos abertos e sorriso no rosto e pulando pro meu colo cheios de amor!(numa dessas machuquei minha costela..). Ao mesmo tempo que fomos lá pro fundo do poço estamos de volta. E senti a tal da renovação, do renascimento dentro de mim. Pensei tanta coisa ruim esses dias que fiquei doente que, agora, eu tenho mais certeza do que eu quero, de quem eu sou e de quem eu quero ser. E engraçado que, por mais que eu não tive tempo pra pensar, ficar quieta; eu sinto essa renovação vindo de outra forma. Está vindo devagar (meio que em câmera lenta), mansa e eu sinto ela chegando. Antes, chegava pá, pum! Levantava, sacudia a poeira e tchau! Hoje não, está vindo suave, doce, lentamente, porém, forte. E não é mais "..sacode a poeira e tchau!".
Agora é "Oi, voltei!"
Voltei pra mim!! Voltei pra vocês: família, amigos, cachorro, vida, universo!
Voltei pra amar mais, pra dar mais amor, pra trocar mais amor, pra viver mais amor!!!
Voltei cheia de esperança. Cheia de certeza: "Sim!! Adoro cuidar da minha família, da minha casa, da minha vida!". Sim!! O que eu acredito está certo. Sim, vale a pena se dedicar aos filhos, abdicar da própria vida (individual) pra educá-los do meu jeito. Criação com muuuuuito apego, todo mundo dormindo junto, educação ativa, disciplina positiva, brincar o dia inteiro, não ter tempo pra fazer almoço, enlouquecer.... e muito muito muito muito amor!!!!

E assim me reinvento....
E assim é o meu renascimento....

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Papai : Meu herói


O Taian tem uma ligação muito forte com o pai. Desde sempre. Já pensei em mil possibilidades. É por causa disso. É por causa daquilo. Não. É porque é.
Tem umas fases que ele aceita não ver tanto o Duane como ele gostaria. Mas ele tem umas outras fases que ele fica muito carente. Quando ele acorda e não vê o pai. Ixi! Sai de perto. Ele fica doido! "Cadê o meu papai §" E, claro, junto vem um mega choro! Eu converso muito com o Taian. Muito mesmo. Converso de igual pra igual. Sei que ele é inteligente e entende tudo o que é dito pra ele. "O papai foi trabalhar. Ele faz isso todos os dias e você sabe que é assim....." Enfim, fases e fases. Deve ter algum pico na fase do crescimento que dá uma bagunça nos sentimentos dele. Como qualquer criança, exite as birras, os choros. Mas especialmente em certas fases nada tá bom. Nada satisfaz.
Taian é muito fácil de lidar. Ele é tranquilo e, principalmente, ele escuta o que a gente diz, entende e aceita. Uma vez ou outra e, é nítido, ele dá esses ataques de piti.
Só o papai!
Tudo é papai!
E, pra falar a verdade, eu acho muito linda essa ligação. E que ela dure pela adolescência, juventude, fase adulta....
Que dure para sempre!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Um FaZEr DiFeREntE

Quando estava pra ganhar o Taian pensei: "Vou fazer diferente". Acredito que todas que estão pra ser mães pensem assim. Taian nasceu e tudo começou. Primeiro foi com o Wrap Sling. Carregava o Taian pra todos os lugares que eu ia. Quase nem usei o carrinho com ele. Ele dormia junto com a gente na cama e eu já dava peito pra ele ali mesmo. E foi assim que descobri a cama compartilhada. Se chorava eu pegava no colo. Tá. Claro. Tinha dias que eu estava bem cansada e já tentei deixar chorando, mas sinceramente, não deu certo. Meu coração gritava junto e eu pegava no colo. Sempre seguindo meu instinto, ouvindo minha intuição. Nessa de carregar no colo, wrap, anteder ao choro, descobri a criação com apego.
Sou super a favor do Homeschooling ou Unschooling . Acredito no Ensino Domiciliar. E estamos caminhando para isso. Por agora não vou colocá-los na escola! Não. Não acho que vão ter problemas de socialização. Eu fui pra escola e tive problemas de socialização. Era uma criança muito introvertida e não souberam lidar comigo. Então, whatever, fuck the system!
E, hoje, Taian está com três anos e meio e Aiko com um ano e nove meses e desenvolvemos coisas juntos no nosso dia a dia. E descobri a Educação Ativa. Estou sempre incentivando, estimulando e sempre de maneira positiva. E, consequentemente, descobri a Disciplina Positiva. Bom demais!! Hum. Tá. Vou confessar. Preciso confessar. Afinal, estou aqui pra isso.
Já dei palmada! Tá. Palmadassssss... Adiantou§ Nem um pouco. A única coisa que recebi de volta foi a mesma agressividade. Tá. Já gritei! Quer dizer, grito até hoje! Ok, já coloquei de castigo também. (Ixi, tô mal na fita. Preciso aprender muita coisa ainda... puxa vida..). Gritos e castigos não me deram retorno positivo nenhum. Enfim, por isso que todo dia é um dia novo, um recomeço. Posso mudar e fazer melhor. Fazer como eu quero. Colocar em prática tudo o que eu acredito!
E assim vamos levando nosso dia a dia. Brinco o dia todo com eles. Saio pra brincar lá fora de casa duas vezes por dia. Claro que tem dias assim, dias assado. Mas não fico trancada com eles em casa sem fazer nada. Fala sério né! Não sou permissiva. Muito pelo contrário, sou muito ativa! Estou no chão com eles o dia todo. A porta do quintal fica aberta e eles entram e saem a hora que querem. Tem a piscina, brincam com terra, com água. Com liberdade. Liberdade com responsabilidade. Hoje em dia nem televisão eu ligo. Só em horas específicas. E eu vi uma nítida diferença na relação do brincar quando desliguei a TV. Eles estão brigando menos e brincam muito mais. Se ficam entediados, qual o problema§ Aprendem a lidar com esse sentimento e logo buscam uma brincadeira, saem correndo atrás do outro, brigam e se entendem em segundos. As vezes eu faço parte, as vezes não. Lá fora, eles regam as plantinhas, plantam sementinhas com a gente, colhem os frutos quando estão prontos. Acho que é isso que uma criança de TRÊS ANOS e outra de UM ANO precisam fazer. Brincar! Tá. Vamos lá, também não sou nenhuma alienada, doidona, hoots, hippie, zen, pode cre..... Ensino as letrinhas, as cores, os números, obrigado, por favor, bom dia, boa noite.... blá blá blá.....
E na hora que eu tenho que fazer alguma coisa de casa carrego eles comigo. Se for arrumar a cama, eles me ajudam. Se for fazer um bolo, um suco ou o almoço eles estão sempre comigo fazendo parte. É o mínimo né! Já que eu não trabalho fora, eu me entreguei 100% pra essa relação. Tá booomm. Vou confessar outra: claro que às vezes quero ficar sozinha e não queria meninho no meu pé. Masssssss...

Não é fácil. Estar em contato com os sentimentos mexe muito comigo. E todo dia eu conheço uma Duda nova e uma Duda antiga que quero transformar. Criar filhos, como já li num blog é profundamente emocional.
E acho que por isso é difícil e cansativo, porém, recompensador!


sábado, 26 de abril de 2014

O meu caminho

Faz tempo que eu busco um caminho.
Faz tempo que eu nado e morro na praia.
Faz tempo que o vazio me persegue. Mas me preenchi com minha família.
Caminhei firme e forte, contra muita coisa, contra muitos conceitos, muitas crenças, muitos pré conceitos.
Sou psicóloga de formação. Não saí apaixonada pela psicologia quando me formei. Pelo contrário, saí sabendo que era exatamente o que eu não queria.
Então, fui pro esporte. Adoro esportes. Tenho energia de atleta. Adoro correr, nadar, bike, pular corda. Hoje faço capoeira. Amo! Fiz triatlon por alguns anos. Apaixonada. Mas não deu. Não tinha como bancar esse esporte mega caro. Mas foi bom enquanto durou.
Enquanto isso, meu pai ficava no meu ouvido "tá perdendo tempo.. tem que fazer concurso.."
E lá fui eu, estudar, fazer cursinho, fazer provas... Não, não. Não é isso! Tem alguma coisa errada. Isso não está me fazendo feliz. Trabalhei aqui, ali. Não estava satisfeita. Mas a pressão social incrivelmente te engole se você não for mais forte que ela. Mas eu fui forte e não cedi. Não foi fácil. Afinal, olhos julgadores existem. "Não vai trabalhar§ Não vai fazer nada da vida§". Enquanto alguns trabalhavam, doutorados, mestrados, concursados. PA-RA-BÉNS!!! Eu não.
Ah tá, tinha uma que eu gostava: "Você tem que ser alguém§". "Hein§"   "Oi§" (Papinho de Fantástico da Globo)..Então você tá dizendo que eu não sou "alguém". Eu sou tão alguém que não faço o que todo mundo faz porque acha que tem que fazer só porque todo mundo está fazendo. Rsrsrs!! Aff!!

Enfim, fui caminhando, buscando, querendo encontrar o caminho que meu coração dissesse "É esse!". Sabia que um dia eu ia encontrar. Mas as vezes perdia a esperança.
Namorei. Casei. Tive meus filhos. Muita coisa mudou. Menos a pergunta que nunca saiu da minha cabeça "O que eu vou fazer§". "Qual o meu caminho§".
Pois é. Achei! Sabia§ É! Encontrei aquele caminho que o meu coração disse "é esse!"
Um dia eu dormi Duda e acordei Doula!
Tive certeza que era isso. Eu me imaginava e conseguia me ver, lá no sonho, feliz, confiante, segura e não me deu sentimento de tristeza, de angústia. No dia seguinte eu já estava na internete procurando algum curso de doula aqui em Brasilia. No final da semana, eu já estava fazendo a inscrição em um curso. Nossa! Que mágico. Que adrenalina, que sensação boa, gostosa.
Eu amei parir! Por mim eu paria uns dez só pela sensação maravilhosa que é. Mas calma. Deus me livre dez filhos! Já estou pirada com dois..
Então é isso. Vou parir os filhos das outras mulheres. Vou ajudá-las nessa caminhada que é linda e maravilhosa. Um momento tão único e mágico. Preciso compartilhar. Quero compartilhar com elas. Quero olhar no olho e dizer "Você consegue!", "Você sabe!". Quero sentir a energia da vida, o cheiro da vida! Quero sentir muita ocitocina circulando pelo meu corpo.
Eu tive minha experiência um dia desses. Fui ao encontro dela, passamos a madrugada juntas e, vou confessar uma coisa, é maravilhoso! É lindo. É lindo estar ao lado de quem vai parir. Respirar junto. Fazer massagem. Acalmar. Apoiar. Acreditar. Ajudar. Amar! Observar todo o processo, vê-la de lá pra cá, buscando um canto, uma posição, um som, sentindo dor, respirando...
Quero!
Quero muito!
Quero pra sempre!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Só por hoje eu não quero mais ser mãe....


Preciso falar umas coisas... Umas várias coisas... Preciso começar falando assim: Puta que pariuuuuuuuu!!!!!!! Esse foi o pior feriadão de todos os tempos da minha vida!!! Todo mundo doente! E como é que cuida dos outros se até você está doente. Eu não tinha vontade de nada, nada,nada. E aí§ E aí, foda-se!! Vai cuidar dos seus filhos, da casa, do marido..... O marido ajuda,  muito. Mas o dia que ele voltou a trabalhar, fudeu!
Tô aqui, com uma tosse escrota que vai mas não vai embora. Me deu uma puta sinusite que eu achei que minha cabeça ia explodir. Nunca tive sinusite. Não sou de ficar doente. Meus filhos não são de ficar doentes. E dessa vez, derrubou todo mundo. Me deu um soco na cara, na boca do estômago e ainda me passou uma banda e falou assim : "Toma!!!" E o pior de tudo não é ficar doente. É o pós doente. Meus filhos estão loucos, consequentemente eles tem uma mãe louca em casa. Eles choram o dia inteiro sem parar!! Feriadão é uma bosta. O pai fica em casa e é tudo mil maravilhas, o pai volta a trabalhar e Taian fica enlouquecido. AAAAAHHhHH!!!!!! Esse muleke acorda chorando. Peraí, BERRANDO! "Eu quero papai, eu quero papai"... E não pára!! E chora por tudo e qualquer coisa. Terrible two o cacete!!! Terríveis dois, três, quatro.... Acho que o resto da vida.....
Mas eu sou uma mãe consciente. A primeira vez fui lá e conversei. No segundo dia deixei chorar por mais ou menos uma hora sem parar. No terceiro dia, hoje (a mãe consciente foi dar uma volta); ja peguei com força, sacudi, gritei, mandei calar a boca, me escondi no banheiro, falei que ia embora...... Ai! Nada resolve.... Mas eu não aguento mais ouvir choro. Porque não é só de um, tem o Aiko também que não para de chorar e gritar e me bate e dá cabeçada no chão e machuca a gengiva com a unha....
É!! Isso!!! Essa semana meus dias estão assim. Um caos!
Pensei mil vezes em excluir o blog, a página no face. Nessas horas eu só quero saber de sumir, desaparecer.
Tá, tudo bem. Depois dessa fase de doença tudo se refaz, se regenera, revitaliza. Ok! Mas ainda tô na merda. Menino chorando O DIA TODO não dá! 
Ainda bem que eu não tenho nenhuma ruptura no meu Ego, se é assim que fala. Porque se tivesse, já teria jogada menino pela janela, já teria ido embora de casa, já teria enlouquecido..
Esses dias, estudei lá no centro, sobre a loucura e o suicídio. O que faz a gente não enlouquecer e não cometer o suicídio é a nossa fé. A fé de que tudo vai melhorar. Que mais lá na frente as coisas vão mudar e pra melhor. Fé num futuro melhor. Pois é, então acho que é isso que me faz sã. A minha fé!
Porque puta que pariu!!! 
Como pode dois mini seres tirar uma pessoa de seu equilíbrio, do seu centro, como esses dois fazem.
Ai, minha cabeça explode.....
Sinusite, escrota!
Mulekes berrando...
Almoço pra fazer...
Casa suja...
Cachorro latindo e chorando também...

DEUS!!!!
CADÊ O PARAÍSO§§§

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Só sei que nada sei


Pô!
Tô ficando maluca. Quanto mais eu me informo, mais estudo, parece que menos sei.
Vou lá na internete, procuro meus assuntos, leio, acho interessante.. "Esse eu levo pra vida.."; "Esse não..."
Desligo o computador. Começo a pensar no que li, no que estudei, e.....
Pânico!!!
Tipo, não sei nada!!
Acho que eu quero abraçar o mundo, e claro, não consigo. Esqueço de subir os degraus, um a um. E talvez isso me cause tanto transtorno, tanta ansiedade. Quando eu resolvo procurar alguma coisa na internete, eu vou atras de tudo de tudo. E tento, em milésimos de segundos, captar o máximo possível de informações. Loucura, né! Aí, quando termino de ler, já quero ser a expert no assunto e sair por aí trabalhando. Claro que eu vou pirar.
Fico totalmente pra fora de mim, perdida. Aí me desconecto: não consigo interagir com meus filhos, fico igual uma barata tonta em casa. Prá lá e pra cá. Ansiosa.
Eu já me acho meio maluca e, nessas horas, eu tenho certeza que eu sou é muito maluca mesmo! 
Vontade de chorar.  
Menino chorando... Aff!
Surto!
Preciso me concentrar. Voltar ao meu estado "normal" (se é que existe esse "normal"), me centrar. 
Tá. Ainda bem que eu sei disso. Preciso ir devagar e com calma. Um dia, uma hora eu chego lá onde eu quero. Mas pra chegar até o "calma" eu já passei por toda essa loucura insana!
Respira. Vai pro blog escrever.... Desabafa. É bom. 
É. Eu sei. É bom. Mas até eu conseguir sentar e colocar as idéias em ordem e conseguir escrever. Pffffff!!!! Escrevi e apaguei milhões de vezes. Tive certeza e incertezas em um milésimo de segundos. Sentei e levantei oitocentas vezes. Meu coração batendo tão forte que eu conseguia escutar. 
Calma mulher.
Porra!!!
Que turbilhão!!! Que mente maluca. Que inconsistência. Que merda!
Tá. Volta. Respira de novo. Acalma o coração.
Um dos artigos que li e que eu nem sei mais de que assunto se trata, pois eu li tanta coisa em um segundo que eu nem sei dizer a fonte da porra do artigo.
Lá diz que é bom falar sobre as coisas do dia a dia. Que isso é uma fonte de cura. Massa! Agora vou falar tudo! Até que eu tô indo ali no banheiro fazer um cocô. 
Será § 
Nem tanto....

sexta-feira, 11 de abril de 2014

E a placenta... a árvore da Vida

Fiquei sabendo da placenta no meu primeiro filho.
Minha doula, Marcela, que me contou. Que podemos guarda-la e planta-la!! E foi isso que eu fiz.


Guardei a placenta do Taian (congelada) e esperei uma boa oportunidade para planta-la. Pensei em algum lugar, alguma árvore...
Como não tenho ainda a minha casa quis escolher e pensar muito bem onde poderíamos planta-la.
Nessa época ainda morávamos em Alto Paraíso e estávamos voltando pra Brasilia. Um dia acordamos e juntos tivemos o mesmo pensamento. Vamos plantar no mirante de Maytreia no caminho pra São Jorge.
Sempre cultivei muitas plantas. E tinha várias frutíferas em casa. E escolhi uma especial. Especial pra mim. Adoro amoras!! E já li na Mitologia a história dela e achei encantadora e apaixonante. E nunca mais tirei a árvore de amora da  minha cabeça.
Então escolhi plantar a placenta do Taian em uma árvore de amora. Pegamos a nossa mudinha e fomos pra São Jorge.
Bom, somos muito ligados com a espiritualidade, aprendemos sobre a enorme força espiritual que existe na placenta e então fomos de corpo e alma pra grande missão: plantar uma parte de nós e do Taian na terra.
Pra gente, foi muito especial e emocionante. Fizemos um ritual antes de plantar. Rezamos, entramos em contato com a natureza, pedimos permissão e pedimos muito, que a árvore vingasse.
 Pois é, j passaram três anos e ainda não voltamos lá. Meu coração vive apertadinho e curioso pra saber o que aconteceu com aquela pequena árvore de amora...
Será que está lá§
Será que sobreviveu §
Espero que sim.....

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"Pa..paii..."


Uma noite dessas....
Taian e Aiko dormindo. Nós, lá embaixo, comendo, assistindo um filme. De repente, o silêncio é rompido.
"Pa..paiii.."
"Ixi" (rs!) ou "Eita" (rs!). Às vezes, sai um "Putz!" ou "Ah, não.." (rsrs!)
Claro que na décima vez vai logo um "Porra, de novo!!" (rsrsrsrsrs!)

Enfim, como foi o primeiro chamado o papai subiu tranquilo. Ah ta, tenho que explicar uma coisa: normalmente quem chama pelo pai é o Taian e o Aiko que me chama. Ok!
Aí desce o papai. Eu olhei pra ele. Ele olhou pra mim. Hum... Senti um ar diferente no sorriso dele. Um brilho! E o papai, com esse sorriso mais brilhante do mundo e feliz me diz assim: "Era o Aiko!"
Há!
Nosso Aiko! Chamou pelo papai!!!
Foi tão especial que eu também compartilhei desse sentimento novo.
E a noite fechou de uma forma diferente e gostosa.....

terça-feira, 8 de abril de 2014

Coisas de Maria.....



Estou percebendo o quanto é bom escrever e compartilhar. Independente se vão ler ou não. É pessoal. É meu processo. Colocar pra fora em forma de escrita o que eu sinto, a minha opinião, meu jeito de viver. E parece que vou me curando a cada texto. Me curando de mim mesma. Das minhas angústias, medos, dúvidas. Sempre gostei de escrever, desde pequena. Diários eu tinha aos montes. Depois vieram as agendas coloridas. Em qualquer lugar eu escrevia meus pensamentos, até no caderno. Palavras soltas, desenhos... Porque é dificil, pra mim, expor coisas tão minhas num blog onde muitas pessoas vão ler. Sempre me senti muito diferente. Desde a infância até a faculdade (rsrs!! tá. não sou tão problemática assim..). Mas sempre pensei diferente, meus comentários eram diferentes, meu jeito era diferente. (mas também não era tão esquisita assim, rs!)
Quando me expressava, já na fase adulta, sempre vinham comentários do tipo "revoltada", "agressiva", "grossa" , "tosca" (kkkkk, eu gostava do tosca!) Mas, na verdade, era a minha opinião que não agradava muito.
Então fui me guardando, me fechando, me escondendo desse mundo que parecia que não tinha lugar pra mim. E assim o mundo me engoliu!
Pois é, mas um dia eu mudei. E vi que o mundo não podia ser tão ruim assim. E vou ter que confessar uma coisa. A mais clichê de todas e, logo eu, que não gosto nem um pouco desse tal de "clichê". Mas desse eu faço parte. Depois que o meu primeiro filho nasceu eu renasci! E renasci mais uma vez depois que o segundo filho nasceu! Acho que eu vou ter que ir pro terceiro, quarto.... rs!!! Sério!! Eles vêm me curando. Eu despertei e voltei com força total!
Não tenho mais medo de ser quem eu sou. E nem de mostrar quem eu sou. E o mundo não está mais contra mim. É só minha opinião e, como eu, tem outras pessoas também.
E aí descobri blogs de pessoas que compartilham das mesmas opiniões, mesmo estilo de vida. E isso faz com que eu não me sinta tão sozinha e me dá coragem de vir aqui e escrever meus pensamentos.
Já está virando um vício. Todo dia penso em alguma coisa pra escrever, mil idéias na cabeça, mil pensamentos.. Não consigo mais parar.
É como uma onda.
Surge um desejo dentro de mim. Vai crescendo, me envolvendo e vai formando uma bola de luz branca bem no centro do meu corpo. Essa bola vai girando na velocidade dos meus pensamentos. Assim como a onda vai crescendo e o volume de água aumentando. E o meu peito vai esquentando, vai fervendo; o coração vai acelerando, essa energia vai subindo pra garganta; minhas mãos começam a tremer, minhas pernas... E, como num espasmo ou uma contração ou um vômito, as palavras saem de mim. Ou colorindo o papel branco ou a tela do computador. E assim, meu corpo se alivia, relaxa e a leveza se instala.

Não consigo mais parar....
Preciso escrever todos os dias...

domingo, 6 de abril de 2014

Cama Compartilhada - Eu, Nós, Eles!



Eu não sabia nada sobre cama compartilhada. Não sabia que existia esse assunto. Eu simplesmente segui meu coração. E assim que tudo começou.....
Taian sempre dormiu no bercinho dele dentro do nosso quarto. Estávamos sempre juntos. Aiko nasceu. Um assunto que sempre perseguiu meus pensamentos "Como vai ser quando Aiko nascer§". Pensei em váaarias coisas, soluções. Soluções pra que§ Não tem nada de errado. O irmão vai nascer e todos vamos ter que nos adaptar. Não é só o Taian que vamos ter que trabalhar. Todos nós vamos ter que encarar de frente esse serzinho que vai entrar na nossa vida. E não é fácil. Não foi com o primeiro filho e também não vai ser com o segundo, terceiro.... O segundo filho também muda muita coisa.
Eu acredito muito que tudo acontece com naturalidade é só deixar acontecer e não ficar adiantando problema. Quando deixa rolar com responsabilidade e consciência é mais fácil. Peraí! É assim pra mim. É assim que eu me resolvo com a vida. Por mais que eu me preocupe, me angustie e blá blá blá... Eu sei observar e aí começar a intervir onde precisar.
E foi assim.
Nosso Aiko nasceu e a gente foi se adaptando, arrumando aqui e ali. E naturalmente as coisas foram se encaixando e ficando cada uma no seu devido lugar.
Então, não sou dessas que sai comprando tudo de tudo porque vai chegar um neném em casa. O que eu tinha do Taian aproveitei pro Aiko, meio óbvio né! Até que bate uma vontade louca de sair comprando berço novo, bebê conforto novo e por aí vai. Também não vou ser besta e falsona. Vontade dá. Mas é só porque parece que tem que ser assim, entende§ É tanta coisa na televisão manipulando nossa própria vontade, que deixamos de ser quem somos e vamos ser quem a televisão (novela, jornal, programas infantis) quer que a gente seja. Tô fora!!!! Tô fora meeeeeeeesmo!!!!! (Nem temos mais canal aberto ou TV a cabo). Eu sou eu. "Eu sou o que eu sou, eu faço o que faço. E quem é que vai dizer o que é certo ou errado§"
E assim levo minha vida e agora da minha família. As vontades aparecem. Mas eu vou lá dentro do meu coração e pergunto o que eu vou fazer. E sempre tenho uma linda resposta.
E assim começou a cama compartilhada.
Nada de berço novo, de montar outro quartinho e tal. Aiko no começo dormia no bebê conforto (coisa que o Taian não gostava). E deu tempo de pensar em como eu ia fazer a transição: bebê conforto - berço, berço - cama. Quem vai pra cama, pensei. O Taian continua no berço e eu coloco o Aiko na nossa cama. Não! Não me senti confortável com essa ideia. Então o Aiko vai pro berço e o Taian pra nossa cama. Pronto! Meu coração aprovou essa ideia. E foi isso que fizemos. Aiko foi crescendo e chegou a hora de colocar no bercinho. Nossa, vou te falar uma coisa: porque quando se trata de filhos, maternidade, parece que tudo se transforma em problema. Não pode isso, não pode aquilo. Vai mimar, vai ficar manhoso, não vai conseguir... Como assim não vou conseguir§ Como assim não sei o que estou fazendo§ O filho é meu, a vida é minha e quem mais sabe o que fazer ou não, sou eu! Talvez por isso tantas crianças e mães e pais traumatizados, infelizes... É muito pitaco né!
Voltando ao assunto do berço... Aos pouquinhos fui colocando o Aiko no bercinho do Taian. Numa sonequinha aqui, outra ali. E ia lá mostrar pro Taian que o Aiko estava lá na caminha dele. Tudo sempre muito tranquila e firme. A energia sempre suave, demonstrando que aquilo fazia parte do nosso dia a dia. Ele olhava pro bercinho, olhava pro Aiko. Claro que ele estranhou! Claro que não entendeu! Mas coube a mim explicar de forma tranquila, natural que não tinha problema o Aiko dormir ali no bercinho. A minha energia diante da situação é praticamente 90% de dar certo ou errado. Eles sentem o que a gente sente. Sentem mesmo. Eles lêem nossos pensamentos, pode crê! Eu também estava apreensiva com a nova situação, mas alguém ali tinha que fazer alguma coisa e esse alguém só podia ser eu. Tudo bem , isso foi durante as sonequinhas mas e à noite, como vais ser§ E também aconteceu de forma bem natural. Durante o dia eu ficava conversando com o Taian. E explicava que agora o Aiko ia dormir no bercinho e ele ia dormir na cama com o papai e com a mamãe.
E assim foi. Taian começou a dormir com a gente e Aikinho no bercinho. Como o Aiko ainda era muito bebê, no meio da noite eu pegava e colocava ele na nossa cama também. Eu preferi sempre, desde o Taian, dormir com eles na cama, dar mama na cama, do que ficar levantando, pegando no berço, sofá, volta pra cama... Assim eu me sentia mais descansada, mais feliz, mais aconchegada.
Hoje continuamos dormindo todos juntos. A cama box virou só o colchão e colocamos um outro colchão ao lado da cama. Tem espaço pra todo mundo. E assim fica: papai, Taian, eu e Aiko. Até tentamos mudar a configuração da cama. Mas vou te confessar uma coisa: nós dois sentimos falta do corpinho deles na gente, da respiração na nossa cara, do braço, da perna em cima da gente. E não deu outra, embolamos todo mundo de novo e foi muito bom! Eles são tao pequenos ainda, tão gostoso curtir esse momento juntinhos porque eu sei que vai passar e eu tenho certeza que eles vão pro quartinho deles, pra caminha deles, quando eles acharem que está na hora. Eu nao tenho medo, nunca tive medo. Medo que eles nao vão sair da nossa cama. Como não tive medo de ninar, de dar colo... Hoje eles dormem na cama sozinhos por conta própria. Eles pediram pra sair do colo e ir pra cama. Fico com eles até dormirem, mas nada de colo. Cada um no seu cantinho da cama de mãos dadas com a mamãe ou o papai.
Mas aí vem o lance do casal. Também já li muitas teorias. E, quer saber, ainda continuo achando que está tudo errado, trocado. Que o casal tem que ter o seu canto, a cama é dos pais, como vão namorar..... Ai gente, não sei não viu. Ou eu sou muito doida ou muito sem noção. Ou então com noção demais. Só sei que é assim. Todo mundo junto e misturado, mas ao mesmo tempo cada um tem seu cantinho, sua individualidade. E quando é pra namorar, namora em qualquer cantinho. É, temos saudade de dormir juntinhos, de conchinha, de acordar e .... (não preciso entrar nos detalhes, rs!) Mas, como já falei, é tudo passageiro. Já curtimos sozinhos, agora vamos curtir com eles, depois a gente curti de novo dormir de conchinha... E, na verdade, depois é depois....
Antes de termos filhos, viajamos, a cama era só nossa, o tempo era só nosso. E assim curtimos o nosso momento casal. Pronto! Agora vieram os filhos. Vamos atualizar a configuração casal, editar, salvar e editar de novo.... Daqui a pouco eles crescem e a cama vai ser só nossa. Então, cada momento, cada fase da vida é diferente e única. E é legal saber aproveitar e aceitar. Tá. Claro que temos as nossas diferenças. Brigamos. Discordamos. Mas conversamos, sempre! Muito. Muito mesmo. Mas esse é outro assunto.

Aqui a cama compartilhada dá certo e, confesso, que é muuuuuito gostoso!

P.S. A foto lá em cima é mais antiga. O Aiko ainda tinha meses e estava bem carequinha. Hoje o Aiko tem quase dois anos e o Taian ja está com três e continuamos dormindo juntinhos e quentinhos.












quinta-feira, 3 de abril de 2014

Para Isadora

A convite da minha amiga e brilhante criadora desse blog, escrevo esse texto, acho que mais para a Isadora do que pra outra coisa. A cada palavra eu ficava pensando em como será pra ela ler esse texto daqui a um tempo. Creio que o que é postado na rede, fica na rede, e daqui a alguns anos, se ela procurar, mesmo que nao me pergunte ou eu nao esteja mais nesse mundo, ela poderá achar. Entao voila!

Para Isadora.
Isadora nasceu! Essa era a frase que mais me fazia chorar! Eu não podia ouvir ou pensar nela que chorava. E não era um chorinho, eu choraaava!!! Bom, depois que ela nasceu eu chorava por qualquer coisa, mas olhar pra ela, segurar, amamentar e pensar nessa frase, me faziam chorar muito. Eu chorava de amor! Aquele bebê tão desejado, tão esperado e tão amado enquanto estava guardadinho na barriga tinha surgido no mundo. E isso era enlouquecedoramente adorável! Como eu, alias, nós, conseguimos produzir um ser tão lindo e tão perfeito e tão cheio de vontade com apenas 1 semana de vida?????? Isadora surgiu em nossa vida com toda a complexidade de um ser humano. Com dias de vida ela já sabia o que queria daquele pequeno mundo que conhecia, e o pior, ela tinha certeza absoluta do que não queria! Como ninguém me avisou que um ser tão pequeno e recém saído do útero sabia tanto assim da vida???? Me senti tão enganada!!!! Enfim, Isadora chegou ao mundo não da forma que eu desejava. O parto normal, meio que natural (digo meio, dessa forma, porque ainda morro de medo de falar com todas as letras que eu nao queria analgesia) não aconteceu. Nós não nos vimos a primeira vez como eu desejava. Na cesária, o neném não é colocado no colo da mãe assim que nasce, ele é enrolado em um pano e colocado próximo ao rosto da mãe, que cheia de fios e monitores, tenta se esticar e tocar num pedacinho do rosto. Enfim ela tocou em mim, tocou no meu rosto e o som do seuchoro ainda ecoa doce nos meus ouvidos. (Tá certo, no meio da madrugada, esse eco não é tão agradável). Nós duas chorávamos de confusão, talvez nós três, mas papai não vai admitir assim tão fácil, afinal de contas, ele segurou a maior onda quando, no primeiro mês de vida, ela chorava das 8pm ate as 2 da manha sem parar e dormia de exaustão! E Deus sabe lá o que ela queria. Depois que esses choros até as 2 da manha passaram, começaram as cólicas.. meu Deus, o que era aquilo? Das 5 da tarde ate as 8 da noite.. nao era normal, nao podia ser normal... o pior é que dizem que é normal.. e não havia nada que eu pudesse fazer (eu praticamente só comia alface e nada de passar), só ficar com ela,  na penumbra, com musiquinha, tentando achar a posição mais confortável no colinho.. até que passava...mas aí, já era hora de mamar de novo... meu Deus.. tadiiinha!!!! Mas era assim, e ela mamava e dormia!!! Dormia até o dia seguinte!! E eu pensava: meu Deus, isso é normal????? Desespero de mãe de primeira viagem! Hoje dou graças a Deus quando vai até o dia seguinte direto. O marido as vezes pergunta se eu nao vou dar uma mamadeira só pra garantir... Eu digo que nao se mexe em time que ta ganhando!! Deixa o neném dormir!!!!! RsEnfim, depois do desespero do início, do bendito “baby blue” (merece um post só sobre isso), também não me apaixonei do jeito que pensei que fosse me apaixonar. Me apaixonei muito mais, é um amor que nunca senti e nunca imaginei existir, é literalmente ter o coração fora do corpo. E a cada dia me apaixono mais, pela descoberta, pelas conquistas, pelas birras, pelos sorrisos, pelos choros, pelos dentes que nascem, pelos desafios os quais ela me impõe e pelo mundo novo que ela me apresentou.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Eu - O Arco \ Eles - A Flecha

"Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida, anelando por si própria
Vem através de ti, mas não de ti.
E embora estejam contigo, a ti não pertencem.
Podes dar-lhes amor mas não teus pensamentos,
Pois que eles tem seus pensamentos próprios.
Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas
Pois que suas almas residem na casa do amanhã,
Que não podes visitar se quer em sonhos.
Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis
Fazei-lhos semelhantes a ti,
Pois a vida não recua, não se retarda no ontem.
Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são
disparados....
Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria."

Kalil Gibran



terça-feira, 1 de abril de 2014

WELCOME to MY LIFE!



E o que fazer quando está na hora da soneca, a casa de cabeça pra baixo (pós-almoço), criançada enlouquecida, gritando, correndo, resistindo ao sono; cachorro zanzando pra lá e pra cá atrás de um resto de comida....E ainda a cabeça cheia de ideias, vontade de escrever, escrever e escrever§§§
Larga tudo e vai lá! Esporro em todo mundo (rsrs!!!). Parece que eles pedem "me dá um limite, mamãe!" 
São dois!!!!! Quando era um, nossa!! Era fácil, viu! Agora dois... Eles me enlouquecem. Perco total a conexão e em segundos o que estava em Santa Paz, vira uma putaria geral! Parece show de heavy metal, sabe§ Quando a galera se separa, cada uma de um lado e de repente saem correndo, uma em direção a outra e dá-lhe encontrões e empurrões e gritos e caem no chão e ....... Ufa! É assim aqui. Aí não tem jeito. A mãe perfeita (pelo menos é onde quero chegar, mesmo sabendo que não se chega nunca a essa perfeição...) se desconecta do seu "eu" interior, esquece de respirar fundo e sai gritando (ou melhor, dando esporro mesmo); pega menino pelos braços, que está la no meio da cozinha e coloca no sofá. Pega outro menino, que está na sala (minha casa é mini, então em um passo eu estou na cozinha e, em outro, na sala) e coloca no outro sofá, rs! Já que está todo mundo gritando então vou gritar também!!!! "TODO MUNDO QUIETO AGORA!" Pronto, gritei! Tá. Não precisava. Precisava sim. Nem tanto. Precisava sim. Eu pedi mais de uma vez, então precisava. Mas a psicologia diz... A teoria de Waldorf, teoria de Maria Montessori, e o Carl Rogers, e a Gestalt.......
Aaaahhh!!! Pras cucuias todo mundo. Agradeço, sim, a todas essas teorias que eu admiro e me inspiro e me identifico. As vezes, minhas falhas são mais fortes que meus ideais e eu preciso vomitar!!! 
Mas está tudo bem. Sempre existe um recomeço, tudo é aprendizado. E, olha, eu já estou bem melhor viu. Antes eu nem tinha paciência (só cara de santa mesmo). Acho que Deus, na hora que meu pai e minha mãe estavam lá me produzindo (não precisam visualizar!!), falou assim: "essa menina aqui vai nascer sem a paciência". 
Hoje, a paciência anda do meu ladinho, sempre me lembrando que existe e faz parte do meu ser. 
É, meus filhos vêm me curando de muitas coisas e eu aceitando muitas outras coisas também. 
E viva a Maternidade!!!







domingo, 30 de março de 2014

Cheguei!



Foi assim com meu segundo filho: Aiko. Quando vi, estava grávida. Quando vi, estava em trabalho de parto.Quando vi, nasceu! "Cheguei, mamãe!"
Me apaixonei pelo Taian a partir dos 8 meses. E aí já comecei a pensar no segundo filho. Mas a gente queria esperar, deixar ele crescer mais um pouquinho. Até que esperamos um "pouquinho" mesmo. Quando o Taian fez um aninho eu estava grávida de algumas semanas.
O Aiko não nasceu em casa como o Taian. Bem que eu queria. Pesquisei, pensei e resolvi ir pra Casa de Parto de São Sebastião.
Na madrugada do dia 13 de julho de 2012 eu comecei a sentir as contrações. Foi muito mais consciente do que a primeira gravidez. Eu sabia o que ia acontecer, eu sabia o que eu ia sentir, como eram as contrações e a hora "H"!! (Essa hora "H" ainda me apavorou mesmo sendo o segundo filho).
Segurei a onda, respirei, contei os minutos e cada hora que passava as contrações vinham em tempos menores. Quando a contração vinha, como uma cólica, eu acordava, mudava de posição, pra cá, pra lá; soltava o ar com força e com som. Fazer xixi ajudou muito. Ia pro banheiro, sentava, relaxava, respirava, visualizava a dilatação e, então, o xixi terminava, a contração passava e eu voltava pra cama. Já pra amanhecer não dormi mais. Esperei o Duane (pai) acordar pra gente conversar e combinar o que ia ser feito. Liguei pra doula (Marcela) e ela falou pra eu ir pro chuveiro. As contrações continuaram e uma dica muito importante que ela me deu: "Se na hora da contração você tiver sumindo do seu 'eu', a tal da partolândia rsrsrs, pode crê que tá parindo!!!"
E lá fomos nós! Nada agradável andar de carro quase parindo. Fora a cara do povo olhando uma mulher de quatro no banco da frente fazendo não sei o que! Contração é assim: mexe pra cá, mexe pra lá até encontrar uma posição pra aliviar o desconforto.
Na gravidez inteira do Aiko me visualizei chegando na Casa de Parto já com uns 8cm. Massa! Cheguei lá com 7cm e a enfermeira nem deixou eu voltar pra casa. Já fiquei por lá mesmo. Isso era umas 9hs da manhã. Sentei na bola, fui pra banheira e de lá não saí. O Duane entrou também. É muito bom ter alguém pra abraçar, te segurar e até mesmo te fazer sentir segura. Sempre me falando coisas positivas, pra eu me acalmar; segurou uma super onda também. Acho que os pais tinham que ter uma outra doula só pra eles, rsrsrs! Essa hora também já não sabia de mais nada mas ao mesmo tempo sabia de tudo. Não ouvia nada, mas ouvia tudo. Entende§§ Nem eu....  "Toma um chazinho de canela..." "Toma uma água.." "Vamos caminhar um pouquinho aqui fora.." "Quer que eu desligue a música§§"  (ainda sem interrogação)
Ãh§ Oi§ Como§ Quem§ Aonde§ Música§ Que música§  rsrsrs!!!
Então, deu vontade de ir la no banheiro (não vou entrar em muitos detalhes, rsrs). Fui. Pois é, mas não era só vontade de ir ao banheiro, já era a vontade da força da fase de expulsão. Eu lembro muito de estar no vaso (aff! rs) e a Marcela com o olho arregalado pedindo, com muita calma (doula linda!), pra eu sair dali porque o neném estava nascendo. Ãh§§§ Eu aqui com vontade de fazer cocô e você vem me falar que o Aiko quer nascer!!!! Pô Aiko, já aprontando comigo! "Vem Duda, vem, você não pode ficar aí, ta nascendo.."( kkkkkkkk) Muleque sacana! Enquanto que o Taian ia e voltava na hora que eu fazia a força, o Aiko ja quis aproveitar o embalo do cocô... rsrsr!!
Voltei pra banheira e às 13hs nasce meu pequeno Aiko nas mãos do papai!!!! E, claro, logo veio para os meus braços; tão pequeno, tão molinho, tão doce, tão cheiroso, tão tudo de tudo. É muito AMOR! É muita OCITOCINA!!!
E a dor§
Ah! a dor..... Tão forte, tão doída e tão mas tão gratificante, emponderante, despertante, curadora.
Depois de dois lindos filhos paridos, na fé, na entrega, na conexão com a natureza, posso dizer que sou uma mulher GRATA, EMPONDERADA, DESPERTADA, CURADA!!!

AMO PARIR!










quarta-feira, 26 de março de 2014

O Cheiro da Vida!

Quando relatei sobre o nascimento do Taian esqueci um ponto que marcou muito. Depois que ele nasceu, a paz se instalou no quarto. Era uma energia calma, serena, gostosa. Até as visitas comentavam sobre o ar diferente que estava no quarto. O Cheiro da Vida! 


segunda-feira, 24 de março de 2014



O que a Doula faz?

  • Oferece suporte emocional através da presença contínua ao lado da parturiente, provendo encorajamento e tranqüilidade, oferecendo carinho, palavras de reafirmação e apoio. Favorece a manutenção de um ambiente tranqüilo e acolhedor, com silêncio e privacidade.
  • Oferece medidas de conforto físico através de massagens, relaxamentos, técnicas de respiração, banhos e sugestão de posições e movimentações que auxiliem o progresso do trabalho de parto e diminuição da dor e desconforto.
  • Oferece suporte informativo explicando os termos médicos e os procedimentos hospitalares. Antes do parto orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
  • Também atua como uma ponte de comunicação entre a mulher, sua família e a equipe de atendimento, fazendo os contatos que a mulher desejar.
  • A doula se faz importante até mesmo num parto cesárea, onde continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar e tranqüilizar-se durante a cirurgia.
  • Pode estar presente no pós-parto, auxiliando a mãe no seu contato com o recém-nascido e com a amamentação.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Seja Bem Vindo, Taian!




Esse é o primeiro post de todos. E já vou começar contando como foi o nascimento do Taian! Meu lindo e especial Taian!
Foi assim.... 

Acordei (devia ser uma 8hs da manhã), levantei e senti uma água saindo. Liguei pra Marcela, minha doula e contei o que aconteceu. Ela (que mora em Goiânia), saiu correndo (deve ter saído correndo, rs) e veio pra cá. Bom, a bolsa estourou. Mas saía pouca água. Eu, super tranquila. Não fazia a menor noção do que me esperava. Meu dia foi normal. Tomei café da manhã, zanzei pela casa e esperando a Marcela chegar. Ela (me pareceu estar nervosa) me ligou algumas vezes pra saber se estava tudo bem. Acho que eu estava mais tranquila que ela. Mas ela já tinha um filho e ela SABIA o que estava acontecendo. 
*Uma coisa que acontecia muito: quando eu deitava parava tudo. Não tinha contrações e a água da bolsa parava de sair.*
E então, a Marcela disse pra não ficar deitada; ficar caminhando, pois quando deita o trabalho de parto para. Marcela chegou e todos ficamos muito felizes em vê-la. As contrações foram aumentando e ficando mais fortes mas nada regular. Tomei chá, caminhamos até que as contrações começaram a apertar. Fomos pra casa. E aí, minha amiga, o bichou começou a pegar. Fomos pro quarto. Eu, Marcela e Duane (o pai). Era umas 5hs-6hs da tarde. A cor do pôr do sol ajudou a embelezar o ambiente do quarto, mas até aí eu ainda tinha consciência de onde estava, quem estava do meu lado, consegui ver o sol, sabia quem eu era. Depois da terceira contração forte que eu jurei que, "se for assim eu aguento.." (aham); eu fui embora. Entrei em outro mundo. Sentia a presença deles do meu lado, sentia o corpo deles, sentia a energia diferente. Nem sei dizer. Fui pra bola. Fui pro chuveiro. Chuveiro E bola. Impressionante. Não sei como descrever o tamanho da dor que eu senti. Mas já vi relatos e videos de mulheres que não sentiram tanta dor. Pois é, mas eu senti viu. E PU%$QUEPARIUUUUU!!
Sei que muita gente deve ta pensando que eu xinguei, neh! Mas, não. Fiquei quietinha no meu canto e a única palavra que saía da minha boca era "Ai gente..", ou então, "Não quero mais, quero ir embora (essa é boa!)." Essa dor me fez viver coisas que nunca senti na vida. Ela me engoliu. É, engoliu meeesmo. Nunca suei tanto na vida, nunca fiz tanta força na vida. Entre uma contração e outra, eu dormia. Dormia não. Apagava até a próxima contração. Jurei que não ia conseguir. Meu Deus!!! Não era pra ser lindo§§ (estou sem interrogação). Onde é que tá o lindo aqui§§ O lindo é a natureza tão sábia e verdadeira! O lindo é você acreditar em você, saber de onde você vem. Que você é a natureza em forma de ser humano. Que o seu corpo sabe parir. E então você acredita na sua força, você desperta. Você se conecta com o que há de mais sagrado, o Universo. Mesmo que na hora não dê muito pra perceber tudo isso que acontece, mas é isso que acontece. E por isso, meu Deus, é lindo!! A última força que eu fiz, a sensação fisica do bebê saindo é incrível! O alívio, a satisfação, o cansaço, esgotamento, nossa, o amor! Ah, o amor! Esse dá muitas postagens....
E, entao, as 12hs34min (da madruga), meu pequeno ser se fez presente!!