quarta-feira, 25 de junho de 2014
Desabafo de uma soneca
Porque tem dias que é tãaaao difícil colocar esses "anjinhos" pra dormir?
Será porque eu estou em um dia energeticamente ruim?
Ou será que eles estão nesse dia não tão tranquilo?
Ou os dois?
Algum sentimento que eu não estou conseguindo processar e então eles me sentem e cria-se o caos?
Ou não é porra nenhuma, criança é assim mesmo, ficam todas loucas em certos momentos do dia e deixam seus pais loucos também e, pronto, criou-se o caos!!! Fica uma zona no sofá.
Aí eu faço mais barulho que eles. Saio batendo na mesa, chutando brinquedo, dando esporro em todo mundo, sobre até pro cachorro.
Foda-se! O que quer que seja, acaba com a minha paciência.
Foi mal, ativistas da educação positiva porque, EU, mesmo criando com muito apego, muita atenção, muita brincadeira, muita cama compartilhada, muita sujeira bem sujada, muita disciplina positiva, muita autonomia....
Às vezes, não dá.....
Acendo vela, rezo, "Oxum, dá um jeito nesses meninos, peloamordedeus!!!! (Rsrsrs!!!)
Às vezes, não dá.....
Aí, todo mundo dorme. O silêncio reina. A paz volta. O coração acalma.
Mas a pergunta continua no ar:
"Porque tem dias que é tão difícil?"
sábado, 21 de junho de 2014
Minha "dupla de dois"
Essa dupla é pra vida inteira.
Essa dupla é para sempre.
Essa dupla é a minha maior realização.
Essa dupla é a que mais mexe aqui dentro de mim.
Essa dupla é a minha luz e a minha escuridão.
Essa dupla destrói todos os meu paradigmas.
Meus padrões, minhas crenças, minhas certezas.
Todos os dias eles destroem a minha rigidez.
Hoje eu sou uma.
Amanha vou acordar de outro jeito, diferente de ontem.
E ao dormir já serei outra em relação ao dia todo.
Essa dupla espreme o meu coração todos os dias.
E extraem de mim o pior.
E dói. Dói me enxergar. Dói olhar meus defeitos.
Encarar os meus monstros.
Dói assumir que eu falho todos os dias.
O tempo todo.
Eles me resgatam e me trazem para a NOSSA realidade.
Todos os dias.
Quantos "mamãe!!" eles falam pelo dia?
Depende.
Depende se eu estou aqui no AGORA.
Ou lá no passado..
Ou lá no futuro..
Mas....
Vale a pena.
Eles também extraem de mim o meu melhor.
Minha doçura.
Minha criatividade.
Minha criança.
Minha suavidade.
Meu amor.
Meu cuidado.
Meu carinho.
Meu espírito.
Meu agora.
Me sinto cada dia mais livre.
Livre de mim mesma.
Livre de uma Duda que eu construí ao longo desses 35 anos.
Aprendemos juntos.
Melhor ainda: eu aprendo com eles.
Aprendo a voltar a viver um mundo de verdade.
Um mundo que eu larguei anos atras.
O mundo do coração.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Baby Blues
Quando engravidei li centenas de blogs de mães, bebês, parto, pós parto, funcionamento psicológico, biológico, social das mães, dos bebes, dos pais, enfim, li tudo que podia e nao podia. E, entre tantas coisas, li também sobre baby blues e depressão pos parto. Mas todos os relatos muitos sutis, distantes mesmo da minha doce realidade de grávida.
Ate que lá estava eu, cheia de hormônio, costurada, com dor, tendo que cuidar de um bebê que chorava, sem dormir minhas sagradas 8 horas por noite, com o peito rachado, sangrando. Então, percebi que tinha alguma coisa estranha acontecendo, e, assim, pude entender e experienciar o que era o baby blue.
Por ja ter conversado com outras amigas, eu sabia que chorar muito era normal, mas aquela sensação de que eu nao ai dar conta de cuidar daquele serzinho e o medo de que, a qualquer passo em falso, ela podia morrer e eu perder a coisa que mais amava na vida, era enlouquecedor. Logo, eu nao poderia ficar sozinha com ela, “nao me deixem sozinha com ela” era o meu pensamento. Quando a filhota completou 1 mês, meu alívio em ver que ela sobreviveu foi enorme! Eu e ela tínhamos sobrevivido!!!! E isso era incrível, pura sorte, pensava eu!
Hoje, consigo perceber alguns fatores que contribuíram para que essa sensação tenha vindo com tanta força. Mudança hormonal, falta de apoio no puerpério, e de conhecimento sobre amamentação, tudo estava junto e muito misturado. Eu não conseguia olha r, refletir e muito menos analisar o que estava acontecendo. Eu era um ser que zanzava pela casa, sem saber se era noite ou dia, incomodada, confusa e descabelada!
Estive muito bem acompanhada no puerpério, tive um suporte enorme de pessoas importantes na minha vida, mas hoje, depois de muito ler, entendi que o puerpério é uma fase solitária, mesmo que seja compartilhada com alguém. Só a sua vida muda, você se torna responsável por uma vida, por aquele serzinho chorão! Só você nota que aquela você, velha conhecida, morre. O puerpério é também um luto, que se passa só.
Mas nada do que senti acredito que tenha sido criado nessa fase, ao contrário, penso que tudo já existia dentro de mim. Foi como se todas as minhas sombras tivessem sido iluminadas e eu pude ver e sentir todas elas, as que eu escondia, as que eu nem sabia que existiam, mas que estavam dentro de mim. E eu tive que olhar pra elas, não tem jeito. A maternidade foi um mergulho profundo dentro de mim mesma. O luto foi porque eu só via quem tinha morrido, eu ainda não via quem estava chegando.
Foi tudo tão forte e intenso e louco que até hoje vou processando as informações. Converso, leio, troco, aprendo e assim vou caminhando, sem pressa, descobrindo quem foi que nasceu junto com Isadora. A cada dia uma descoberta, minha e dela, no nosso ritmo, no nosso passo.
Mônica.
terça-feira, 10 de junho de 2014
"Uma brasa de consciência está presente em toda célula viva.."
"...A inteligência universal dá origem à vida simplesmente para que ela possa evoluir sob formas complexas de manifestação.. a vida é uma encenação cósmica.. Seu papel mais importante a partir do momento da concepção é nutrir seu filho de maneira que ele possa redescobrir sua natureza espiritual essencial.."
"..os seres humanos são, em essência, seres espirituais.. A experiência e o aprendizado se iniciam muito antes de respirarmos pela primeira vez... Nossa natureza essencial permanece sendo a de consciência ilimitada de pura potencialidade de Espírito. Quando você convida uma alma para entrar em sua vida ao conceber um bebê, você está assumindo uma responsabilidade sagrada de amar e nutrir um impulso divino se manifestando sob forma de humanidade.."
(Deepak Chopra - Origens Mágicas, Vidas Encantadas)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Tirar a fralda. Tirar chupeta. Como? Quando?
Sempre confiei na minha intuição. Vou atrás de informação mas, no final das contas, o que vale é o que sinto no coração. E assim não tem dúvidas.
Com o meu primeiro filho, o Taian, eu não dei chupeta. Até tentei. Coloquei uma vez, duas, três e nada. Então, deixei pra lá. Ele chorou. Ué, mas bebês choram, não? Sim! Alguns mais outros menos. Mas lá na China os recém-nascidos não choram. Parabéns!! Eu não sou chinesa. O meu chorou.
E segui sem a chupeta. Muito sling, muito colo. E vamo que vamo! Mas teve a mamadeira. Quando ele estava com quase um aninho eu não amamentava mais e entrei com ela. Mas não de leite em pó. De água e fruta. Quando o Taian estava com uns dois anos eu já quis tirar a mamadeira. Sempre conversava com ele. Pra tudo que eu ia fazer. "Agora a gente vai tomar banho". "Vamos embora do parquinho". "Hora do jantar"..... E em um dia qualquer, falei pra ele: "Taian, tá na hora da gente jogar a mamadeira fora. Você já sabe tomar a vitamina no copinho. Vamos?" Bom, ele nem duvidou. Ele levantou do sofá pegou a mamadeira e jogou no lixo. E nunca mais perguntou dela.
Pra tirar a fralda também foi bem tranquilo. Sempre dialogando e explicando o que ia ser feito. "Taian, tá na hora da gente tirar a fralda. Você agora faz xixi no peniquinho". Ele já via a gente no banheiro e eu já percebia que ele estava entendendo o que acontecia. Tirei durante o dia e só ficou a da noite. É bem interessante perceber essa fase deles. A descoberta que o xixi sai deles e, com o tempo, a conexão da vontade de fazer xixi, perceber e pedir pra fazer xixi. Dá pra ver todas essas etapas. Não adianta brigar que deixou escapar. Tem um processo que tem que ser aprendido. E acho que temos que ter a sensibilidade de perceber cada etapa. Porque, querendo ou não, algum xixi vai escapar. E aconteceu de forma tranquila, no tempo dele. E na minha observação de saber perceber a hora boa de tirar. Ele já sabia o que era o xixi, onde fazia. Então, era só a minha iniciativa que faltava. Com a fralda da noite foi a mesma coisa. Falei que estava na hora de tirar a fralda de dormir. E expliquei também que ele ia sentir vontade de fazer xixi e que a gente ia acordar e juntos íamos fazer o xixi no banheiro. No comecinho fez xixi na cama muitas vezes. Mas aí a gente mesmo foi percebendo a hora que ele fazia o xixi. Antes ele sempre acordava resmungando, chorando. Então, ou eu ou o pai, levantávamos e levava ele no banheiro. É cansativo ter que acordar no meio da noite e levantar. Mas não tem jeito. Tem que ter persistência, consistência, paciência. E com o tempo vai condicionando o organismo. Hoje em dia, ele acorda uma vez e as vezes vai a noite toda.
Com o Aiko foi tudo diferente. Quando ele fez uns dois ou três meses eu dei chupeta. Eu não estava preparada emocionalmente pra enfrentar esse processo de choro como enfrentei com o Taian. Não foi fácil. Taian pequenino, Aiko bebê. Socorro!! Me dá uma chupeta, aí!!! Vou confessar que foi bom. Me deu um alívio. Entenderam?? A chupeta é pra aliviar a mãe, rs! Esse assunto rende: chupeta, amamentar, choro. Mas, encarei e levei adiante. No começo ele ficava um bom tempo de chupeta. E fui diminuindo e passei a dar chupeta só pra dormir. E lá no fundo ficava a pulguinha atras da orelha: como vai ser quando resolver tirar a chupeta?
O Aiko me deu trabalho pra trocar fralda. Era uma guerra entre eu e ele. Sempre ficava muito brava (e ele também) fazia força contra, era uma loucura. Eu ficava cansada, estressada, puta!
Como ele já via o Taian fazendo no banheiro eu fui aproveitando a situação. E ele começou a puxar a fralda, a tirá-la. De repente me aparecia o Aiko peladão ou com a fralda caída nas pernas, rs! Eu não tive a menor dúvida, tirei a fralda. Escapou muito xixi, quer dizer, escapa até hoje. Mas tudo mudou. Não tem mais troca de fraldas estressantes, sabe? E a nossa relação, nossa amizade melhorou muito. No começo dá trabalho depois tudo entra no caminho. Hoje ele pede, escapa, pede, escapa. É assim. As vezes, vai sozinho lá fora e faz na graminha. Fica de cuequinha o dia todo. Ah, o cocô! Ainda faz na cueca. Numa boa. Não brigo. O tempo é dele. Eu passo o dia todo com eles, eu to aqui pra isso!
E esses dias tirei a chupeta.
Com a chupeta eu estava mais grilada. E pensei muito e muito. Tirei da soneca da tarde. Ele chorou, pediu e eu falei que não tinha mais chupeta, "mamãe jogou fora, lembra?". Ele virou pro lado e dormiu. Então, foi a hora de tirar da noite. Será? Pensei comigo: dormimos juntos, pra que está servindo essa chupeta? Ele me tem aqui do lado a noite toda. Ele não precisa de chupeta. Então tirei! Gelei!!! Será que vai dar certo? Que frio na barriga! Agora é a hora da consistência, persistência e paciência. E fui! Ele pediu, virou pro lado, virou pro outro, chorou, pediu. Eu olhei pra ele e lembrei "mamãe jogou fora, lembra?". E foi pro lado, pro outro, bumbum pra cima... De novo eu olhei pra ele e disse: " Mamãe tá aqui. Pode dormir, eu vou ficar do seu lado.". Sempre segurando a mão ou alguma parte do corpinho dele. Então adormeceu. E não pediu no dia seguinte nem na noite seguinte.
O meu recado?
Precisamos estar conectados com nossos filhos! Percebê-los!
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