sábado, 10 de janeiro de 2015
Sem fronteiras...
Ontem eu morava em Brasília. Hoje moro em Goiânia.
Amanhã? Amanhã, nem Deus sabe....
Boa noite, Goiânia!!!
Selva de pedra.
Prédios gigantescos numa competição de quem é o maior.
Eu gosto.
Nas férias da minha infância (RJ) tenho marcado no meu coração e nas minhas memórias, prédios!
Trânsito.
Tenho marcado também um trânsito louco, com buzinas e zig zags.
Essas lembranças da infância resgatam sentimentos maravilhosos mesmo estando no meio de uma selva de pedra. Estou em casa.
Calor.
Há! Amo o calor, o verão. O Sol sempre foi meu melhor amigo. Não tenho praia, mas uma piscininha de quebra tá bom demais...
Já morei em alguns outros lugares. Em cada um carrego uma história. Independente do motivo da mudança, eu gosto de mudar. De fazer diferente. De não me sentir presa a nada. Ou melhor, de me sentir livre pra fazer escolhas. Que vai mudar tudo. Escolher sem saber o que vai estar ali na minha frente.
Apesar das dores que uma mudança pode causar, do medo, da insegurança; esse passo no incerto, no duvidoso, o frio na barriga... Isso me move. Isso me faz fazer!
Ô vida cigana!!!
Me leve pra onde for....
Me leve pra fora de mim mesma.
Me leve pra dentro de mim mesma.
Esse borogodó dessa vida é meu e de mais ninguém.
Um mundo sem fronteiras onde buscar estabilidade não pode ser ficar num mesmo lugar pro resto da vida. A vida está aí, o mundo pra ser desbravado. E que meus filhos venham comigo num ensinamento único sobre a vida, sobre as mudanças, sobre eles mesmos. O unschooling da vida! Não pode ser tão ruim assim as mudanças, não é mesmo psicologia?
Ainda não achei o meu canto, a minha terra. Enquanto isso vou procurar até minha amada Mãe Terra bater lá dentro do meu coração e eu escutar "É aqui. Pode enraizar."
Enquanto isso vou procurando. Vou buscando.
Buscadora da vida!
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